Em Nova Friburgo, um produtor de 75 anos tentou por décadas o crédito que precisava para proteger a lavoura. Os bancos disseram não. A história de Ozório Schuenck revela o que o sistema financeiro tradicional escolhe não enxergar no campo brasileiro.
Em Salinas, zona rural de Campo do Coelho, terceiro distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o céu não avisa. Pode amanhecer com neblina fechada descendo das pedras e virar tarde de sol antes do almoço. No verão, a chuva cai em pancadas que arrastam solo desprotegido encosta abaixo. No inverno, a geada pega o que sobrou. Para quem planta em campo aberto nessa região, essa não é uma metáfora: é o risco concreto de perder a safra e, com ela, o dinheiro que ainda não entrou.
Ozório Schuenck tem 75 anos e planta em Salinas desde que nasceu. Filho de agricultores, neto de agricultores, descendente de imigrantes alemães que chegaram a Nova Friburgo em 1824 e nunca mais saíram. A terra que ele trabalha é a mesma terra que seus avós cultivaram antes de existir asfalto, antes de existir as Centrais de Abastecimento, a Ceasa, quando a produção descia a serra em lombo de burro até o barracão da família Mendes, o embrião do que virou o mercado atacadista da região.
Ozório conhece cada curva desse território. O que ele demorou décadas para conseguir foi o crédito para proteger a lavoura e realizar seu sonho: uma estufa.
Uma estrutura de metal e lona plástica branca de mil metros quadrados que controla temperatura, protege contra chuva e geada, e regula a irrigação gota a gota. Isso não é luxo para quem planta tomate na Serra Fluminense. É infraestrutura básica para que a produção seja previsível.
Ozório sabia disso há anos. Participou de palestras com órgãos oficiais de apoio ao agricultor, visitou propriedades com estufa em outros municípios e acompanhou outros produtores migrarem para o cultivo protegido. E por anos tentou viabilizar a sua. Não conseguiu.

O sistema bancário brasileiro não foi desenhado para Ozório Schuenck. Isso não é uma crítica moral, é uma descrição de funcionamento. Os grandes bancos operam com modelos de análise de risco construídos sobre garantias reais, histórico de crédito formal e volume de operação que justifique o custo da burocracia.
Um produtor familiar com terras em Salinas, renda sazonal e sem fluxo de caixa documentado não se encaixa bem nessa equação, não porque seja um mau pagador, mas porque o modelo não foi feito para enxergá-lo.
Os números do próprio sistema revelam a extensão desse desencaixe. De acordo com dados do Banco Central, na safra 2023/2024 a agricultura familiar assinou 76% de todos os contratos de crédito rural do Brasil, mais de 1,6 milhão de acordos. Recebeu, em troca, menos de 15% do dinheiro total disponibilizado no período, de R$400,7 bilhões. Para entender o que isso significa na prática: a cada R$100 liberados para o campo brasileiro, menos de R$15 chegaram aos pequenos produtores, mesmo que eles sejam responsáveis por três em cada quatro contratos assinados.
Diante de uma barreira histórica onde o microprodutor assina a maioria dos contratos mas fica com a menor fatia do bolo, a verdadeira inclusão financeira passa a depender de instituições que consigam ler o ecossistema rural sem os filtros rígidos da Faria Lima.
Ozório viveu esse número na pele, sem saber que era estatística. Tentou crédito com bancos tradicionais, apresentou documentos, arranjou avalista, mas exigências eram, nas palavras dele, “muito difíceis de conseguir”. Em algum momento entre uma tentativa e outra, ele chegou a considerar parar.
“Eu voltava para casa pensando em não mexer em mais nada. Tentar fazer alguma coisinha muito pequena, fazer uns biscates e tocar minha vida somente com a aposentadoria”, contou o agricultor.
O recuo para a subsistência, contudo, sufocaria o empreendedorismo nato do homem que se recusava a apenas ver o tempo passar. Ozório trazia em si a marca do produtor rural que queria subir, expandir e gerar valor, mas esbarrava na falta de uma primeira oportunidade.
Ozório chegou a quebrar! Perdeu safra e precisou vender terreno para pagar dívida contraída em plantio a céu aberto. O tomate em campo aberto, sem proteção, sem irrigação controlada, é, nas palavras do agricultor, “uma lavoura que quebra o produtor”. A geada pega. A chuva traz a pinta preta e a canela preta, doenças fúngicas que se alastram. Plantar assim é sempre uma aposta e Ozório já havia perdido apostas demais.
Nova Friburgo não é um município qualquer na cadeia de abastecimento do Rio de Janeiro. De acordo com os dados do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Nova Friburgo e da Emater-RJ, o município é o principal polo de produção hortícola do estado, responsável por 28,7% de toda a produção estadual, com 110,5 mil toneladas por ano.

Das 2.057 propriedades agrícolas do município, 1.599 são de agricultura familiar, 78% do total. O terceiro distrito, Campo do Coelho, onde fica Salinas, concentra mais de 70% de toda a atividade agrícola do município. Quando um produtor como Ozório não consegue crédito para tecnificar a produção, o problema não fica na porteira da sua chácara.
Existe uma diferença estrutural entre uma cooperativa de crédito e um banco tradicional, e essa diferença não está no slogan, está no modelo econômico. Num banco convencional, o lucro gerado pelas operações remuneram os acionistas. O incentivo institucional é maximizar retorno por operação, o que naturalmente favorece contratos maiores, clientes com mais garantias, regiões com mais volume.
Num banco cooperativo, vigora o princípio da governança cooperativa, em que os associados participam ativamente das decisões, votam e dividem os resultados do exercício de forma transparente. O resultado positivo volta para eles e para a comunidade onde a cooperativa opera. O incentivo estrutural aponta na direção oposta: quanto mais o território prospera, mais a cooperativa prospera junto, atuando diretamente no desenvolvimento local.
Wellington Eller, gerente de conta da agência do Sicredi em Conquista, Nova Friburgo, descreve essa diferença de forma direta: “Os bancos olham simplesmente números. Quanto mais números ele tem, melhor. E nós, como cooperativa, enxergamos além dos números. Olhamos para o produtor e o interesse que ele tem de crescer, de evoluir e trazer melhorias para o território como um todo”.
Uma cooperativa que depende do desenvolvimento da região para crescer tem razão objetiva para avaliar Ozório de forma diferente de um banco cuja sede fica no centro do Rio de Janeiro e cujo analista nunca pisou em Campo do Coelho.
Foi dentro dessa lógica que Gilmara, “filha daqui, da terra”, como Ozório a descreve, encontrou o produtor no Ceasa de Conquista. A cooperativa havia chegado a Nova Friburgo e montado estrutura de atendimento dentro do próprio Ceasa, no espaço do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Sindaf-NF). O produtor podia resolver crédito no mesmo lugar onde vendia a colheita. Gilmara, gerente de conta da cooperativa, conhecia Ozório. Quando o viu, foi conversar.
O que aconteceu depois não foi um milagre de relacionamento, foi a operação de um modelo diferente. A equipe da cooperativa foi até a casa de Ozório. Tomou café. Fotografou os documentos no local. Ele foi à agência uma única vez, para abrir conta.

“Eu já estava desacreditado. Toda vez que eu tentava crédito pra minha estufa, que era meu sonho, falavam que não. Mas Deus me iluminou, iluminou essas pessoas do Sicredi e eu consegui o dinheiro que eu precisava. Já fiz três projetos, estou pagando direitinho, e em breve vamos fazer mais um”, explicou Ozório.
A chave da virada não estava num critério técnico diferente de análise, estava na disposição de ir até onde o produtor estava e entender o que ele precisava na língua em que ele falava. Ozório é analfabeto. Nos bancos onde tentou crédito por anos, disse que nem seu nome sabiam direito. Na cooperativa, todo mundo o conhece, param para conversar, perguntam pela lavoura.
“Falar com uma pessoa analfabeta que nem eu, eu fico muito grato a essas pessoas. Eu sinto que estou sendo muito bem cuidado, sou muito grato. Eles conseguiram entender meu linguajar. E eu falei para eles a minha necessidade e eles acreditaram. E eu pude mostrar para eles que eu era um produtor rural que queria subir, só não estava encontrando a primeira oportunidade”, completou Ozório.
Sobre o retorno financeiro que o modelo garante ao associado, Wellington Eller explica o que chama de ganha-ganha: “Quanto mais o cooperado contribui para a cooperativa, quanto mais produto ele usa, mais ele tem de retorno, caso a cooperativa feche com lucro no final do ano. E a cooperativa fechando com o lucro, volta um retorno pro bolso do cooperado. Quanto mais ele usa, quanto mais ele contribui com a cooperativa, maior é o retorno para o bolso do cooperado”, destacou.
Esse entendimento prático de que ele é parte do ganho e de que a sobra financeira retorna para o seu bolso é fruto de um processo contínuo de educação financeira promovido no campo. Ao acompanhar as palestras institucionais da cooperativa, Ozório aprendeu a decifrar a dinâmica do crédito produtivo, entendendo que cada centavo movimentado fortalece a sua própria posição de dono do negócio.
No crédito equalizado de custeio do Plano Safra 2025/2026, o Sicredi figura como a terceira maior instituição financeira do país, com R$ 4,9 bilhões em execução. As cooperativas de crédito, de forma consolidada, realizaram 88% de todas as operações de crédito rural disponibilizadas pelo BNDES no país no mesmo período. Quando Gilmara abordou Ozório no Ceasa, não era um experimento de inclusão financeira. Era o funcionamento de um sistema que já processa a maior parte do crédito rural que chega na ponta.

Hoje Ozório tem três núcleos de estufa. O quarto está nos planos. Cada estufa tem mil metros quadrados e comporta entre mil e 1.200 pés de tomate. Ele planta o grape, uma variedade menor, mais cara, de sabor mais acentuado, “mais qualificado”, como ele diz.
Usa o sistema carrossel de condução das plantas: em vez de deixar o pé subir reto, ele vai guiando a planta lateralmente ao longo de arames, o que permite manejar onze, doze cachos por pé sem precisar trabalhar em cima de escada. O pé chega a dez metros de comprimento e continua produtivo.
A diferença entre plantar dentro e fora da estufa, na Região Serrana, não é só produtividade, é a possibilidade de plantar em épocas que antes eram inviáveis. O tomate não tolera molhamento foliar, que é o período em que as folhas e partes aéreas de uma planta permanecem com água livre em sua superfície, seja devido a chuvas, orvalho, nevoeiro ou irrigação.
A chuva que cai na folha é porta de entrada para a pinta preta, para a canela preta, que são doenças fúngicas e bacterianas agressivas. Dentro da estufa, isso deixa de ser problema. A temperatura é controlada pelos aspersores no teto quando o calor aperta e pela própria estrutura quando a geada ameaça.
Segundo pesquisa da Embrapa Hortaliças, a produtividade do tomateiro em cultivo protegido é até 63% maior do que em campo aberto. O uso de fungicidas cai mais de 90%.
O sistema de irrigação por gotejamento, instalado junto com a estufa, resolve o problema da água de uma forma que a aspersão convencional nunca conseguiu. A irrigação por sulco perde até 40% da água por escoamento e percolação. O gotejamento entrega água diretamente na raiz, na quantidade certa, no momento certo. A economia de água fica entre 30% e 50% comparada aos outros sistemas, segundo dados da Embrapa.
Anair Tardin, filho de Ozório e seu braço direito na operação, explica que a inovação no cooperativismo de crédito não se limita ao dinheiro liberado, mas se desdobra na tecnologia que esse recurso permite implantar: “Você não precisa molhar o caminho onde a gente está passando. Vai direto na raiz. E a gente ainda usa tecnologia para testar a água e entender se a planta está recebendo exatamente o que precisa”, detalha.
Essa racionalidade, dar à planta exatamente o que ela precisa, nem mais nem menos, se estende para toda a operação. O coentro que Ozório plantou na estufa nova enquanto prepara o solo para a próxima safra de tomate não está ali por acaso: a planta fixa nitrogênio e rompe o ciclo de patógenos. O solo que recebe o tomate vai estar mais rico. Cada decisão dentro da estufa tem uma lógica encadeada.
Anedino, vizinho e amigo de Ozório, planta tomate, jiló, couve-flor e repolho a céu aberto. Ele usa uma variedade diferente de tomate justamente porque, sem estufa, o grape que Ozório cultiva não é viável.
“A gente faz enxerto nas mudas de jiló para dar resistência às pragas do solo e segura na mão de Deus esperando que o tempo não vai levar toda a lavoura”, explicou Anedino. Para quem planta a céu aberto na Serra, o seguro rural é o único instrumento capaz de transformar esse risco em algo administrável. Como cooperado, Anedino teria acesso a modalidades de proteção que cobrem perdas por geada, granizo e excesso de chuva, os mesmos fenômenos que já destruíram safras na região. Ele foi pedir conselho a Ozório. Quer abrir conta na cooperativa de crédito junto com a esposa. Está esperando o momento de pedir o crédito para sua produção.

O efeito que não aparece no balanço
Em janeiro de 2011, chuvas torrenciais destruíram a Região Serrana do Rio de Janeiro. A tragédia matou mais de 900 pessoas. Na agricultura, 1.400 produtores de Nova Friburgo tiveram perdas de 80% da produção. Grande parte dos solos tornou-se inviável por mais de um ano. O episódio acelerou uma mudança de consciência que já estava em gestação: produzir na Serra sem tecnologia de proteção era uma vulnerabilidade que o clima estava tornando insustentável.
A estufa de Ozório não é uma resposta isolada a esse problema. É parte de uma transformação que tomou Salinas nas últimas décadas. Ozório foi o primeiro produtor a instalar estufa. Hoje o distrito é tomado delas. Esse processo de adoção não está consolidado em nenhuma estatística que a reportagem tenha encontrado, é o tipo de dado que vive nas fichas da Emater local e nas conversas de fim de tarde no Ceasa. Mas o resultado está na paisagem: as lonas brancas pontuam as encostas onde antes só havia plantio a campo aberto.
Quando Ozório estrutura a produção, o impacto social das cooperativas se manifesta no efeito multiplicador que estabiliza o cinturão verde. A produção mais constante significa volume previsível chegando ao Ceasa, que abastece toda a região metropolitana do Rio de Janeiro. A renda gerada fica no comércio de insumos, serviços e consumo de Campo do Coelho.

Apesar do avanço tecnológico e da fartura que brota sob as lonas, Seu Ozório e Anair enfrentam diariamente o fantasma que assombra quase todas as porteiras da Região Serrana: a escassez crônica de braços para o trabalho. “Não tem mão de obra na roça”, desabafa Anair. “Hoje em dia, a gente precisa contar com a família. Se não fosse a união da nossa própria família dentro da propriedade, não dava para tocar o nosso negócio”, pontuou.
Esse gargalo histórico, fruto do antigo êxodo rural juvenil que esvaziava as propriedades rurais da região de Três Picos e Salinas, encontrou uma barreira de contenção educacional a poucos quilômetros dali. Desde 1990, o Instituto Bélgica Nova Friburgo, o IBELGA, atua como uma organização civil focada exatamente em fixar o jovem no campo e modernizar a agricultura familiar local.
A ligação da família Schuenck com o instituto é profunda e desenha a linha do tempo da propriedade. Anair estudou na instituição e, hoje, a sua filha de 16 anos, Yohana Manuella, dá continuidade ao ciclo. Aluna do IBELGA, Yohana representa a terceira geração conectada a uma metodologia que transformou a educação rural na serra: a Pedagogia da Alternância.
O currículo de Yohana é dividido em dois tempos orgânicos. No “Tempo-Escola”, ela passa um período em regime de internato no Centro Familiar de Formação por Alternância (CEFFA) na Fazenda Escola Rei Alberto I, em Salinas, estudando a base comum de disciplinas ao lado de disciplinas técnicas de agroecologia, sustentabilidade e gestão. No período seguinte, o chamado “Tempo-Família”, ela retorna para a estufa do pai e do avô. É nesse momento que a teoria se transforma em prática viva: o que Yohana aprende sobre controle biológico, automação ou manejo de solo é testado diretamente nas fileiras de tomates especiais da família.
“É muito emocionante para mim, pois cresci vendo o quanto meu avô trabalhou para conquistar as estufas. Hoje, ver o brilho nos olhos que ele tem trabalhando lá não tem preço! Isso me inspira cada vez mais a continuar na agricultura familiar e a levar o legado dele de geração em geração”, contou Yohana Manuella.
Iniciativas como o IBELGA Protagonismo Juvenil (IPJ) oxigenam as propriedades ao introduzir tecnologias como drones agrícolas e ferramentas de automação na rotina dos estudantes. Quando esses conceitos entram na estufa de Seu Ozório pelas mãos da neta de 16 anos, a inovação fecha seu ciclo perfeito. Ela não está apenas aprendendo a herdar a terra, está ensinando a terra a produzir para o futuro. Yohana é a continuidade viva que assegura que o investimento financiado na cooperativa de crédito não se perca por falta de sucessão.




Ozório tem planos. Quer uma quarta estufa. Quer fazer hidroponia de coentro, “a planta na água produz muito rápido”, explicou, com o mesmo pragmatismo com que conduziu as decisões anteriores. Ele acompanha todas as palestras da Cooperativa, entende que como cooperado tem participação nos resultados da instituição. “Um grãozinho”, disse, “mas está lá.”
Para Ozório, a cooperativa não é uma instituição financeira com a qual ele tem uma relação comercial. É uma estrutura que faz parte do território onde ele sempre viveu, que chegou tarde, que ele encontrou quase por acaso num dia no Ceasa, e que mudou o que era possível.
Quando alguém pergunta a Ozório o que a estufa significa para ele, a resposta vem sem hesitação: “Completou o meu desejo de ser um produtor rural. Porque o meu sonho era ter uma estufa. E eu não encontrava isso em lugar nenhum. Cheguei até a pensar que ia morrer sem ter uma estufa”, finalizou.
Não é uma frase sobre gratidão. É uma frase sobre o que acontece quando o modelo financeiro e a estrutura educacional finalmente funcionam para quem produz a comida e sobre o orgulho de saber que a história da sua terra continuará sendo escrita pelas mãos dos seus filhos e netos.

Dados sobre o território de Salinas e Campo do Coelho compilados por Thiago Berriel da IMPACT+US, especialista em ESG e colaborador técnico desta reportagem.
Fontes consultadas: Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB); Ministério da Agricultura e Pecuária – Boletim de Crédito Rural, safras 2023/2024 e 2025/2026; Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026; BNDES – Desempenho no Plano Safra 2025/2026; Embrapa Hortaliças – Produção Integrada do Tomate Tutorado e Cultivo Protegido sem Solo; Universidade Federal Fluminense (UFF) – Viabilidade Econômica da Produção de Tomate na Região Serrana/RJ (2023); Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Nova Friburgo 2020–2023 (Embrapa/Emater-RJ); Banco Mundial/Embrapa – Um Olhar sobre a Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (2024); Confederação Nacional de Municípios (CNM) – levantamento de perdas agrícolas por extremos climáticos 2013–2022; Fipe/Sistema OCB – AnuárioCoop 2025.











